Cirurgia
Enxerto ósseo: recuperando estrutura para receber implantes
14/07/2026 · 7 min de leitura · Maringá — PR

Quando um dente é perdido, o osso daquela região deixa de receber estímulo e começa a reabsorver. Anos depois, pode não haver estrutura suficiente para ancorar um implante — e é aí que entra o enxerto ósseo.
Por que o osso se perde
Extrações antigas, doença periodontal, infecções, traumas e o uso prolongado de próteses removíveis, que pressionam a gengiva, aceleram a reabsorção óssea.
Tipos de enxerto
A escolha depende da quantidade de osso necessária e da região:
- Enxerto autógeno: osso do próprio paciente, padrão-ouro em reconstruções maiores
- Biomateriais: substitutos ósseos que servem de arcabouço para o osso novo
- Regeneração óssea guiada, com membranas que direcionam a formação
- Levantamento de seio maxilar, para implantes na região posterior superior
Prazos e etapas
A cicatrização do enxerto costuma levar de 4 a 8 meses antes da instalação dos implantes. Em alguns casos, enxerto e implante são feitos na mesma cirurgia, encurtando o tratamento.
Alternativas quando a perda é severa
Em maxilas muito reabsorvidas, técnicas avançadas como implantes zigomáticos e pterigoides permitem reabilitação fixa sem grandes enxertos, com planejamento tomográfico rigoroso.
Perguntas frequentes
- Enxerto ósseo dói?
- O procedimento é feito com anestesia local e o desconforto no pós-operatório é controlado com medicação.
- O enxerto pode ser rejeitado?
- Rejeição é rara. O que existe é risco de não integração, minimizado com técnica adequada, higiene e ausência de tabagismo.
- Sempre preciso de enxerto para implante?
- Não. Muitos casos têm osso suficiente. A tomografia define a necessidade com precisão.
Próximo passo
Já ouviu que 'não tem osso para implante'? Vale uma segunda avaliação com tomografia e planejamento digital.
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